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Salmos 68

37 versículos

  1. 1

    Ao mestre do coro. Segundo a melodia de "Os lírios". De Davide.1

  2. 2

    Salva-me, ó Deus, porque as águas (da tribulação) chegaram-me ao pescoço,

  3. 3

    Estou atolado num lodo profundo, e não encontro onde pôr pé; cheguei a um sítio de águas profundas, e já as ondas me cobrem.

  4. 4

    Estou cansado de gritar, enrouqueceu a minha garganta; desfaleceram os meus olhos à espera do meu Deus.

  5. 5

    São mais que os cabelos da minha cabeça, aqueles que me aborrecem sem razão, são mais fortes que os meus ossos, os que me perseguem injustamente: porventura hei-de restituir o que não roubei?

  6. 6

    O Deus, tu conheces a minha insipiência, e os meus delitos não te são ocultos.

  7. 7

    Não sejam confundidos por minha causa os que esperam em ti, Senhor, Senhor dos exércitos. Não se envergonhem por minha causa, os que te buscam, ó Deus de Israel.

  8. 8

    Pois por ti sofri afronta, foi coberto de confusão o meu rosto.

  9. 9

    Tornei-me um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe.

  10. 10

    e por causa do zelo pela casa de Deus.

  11. 11

    Mortifiquei pelo jejum a minha alma, e isto tornou-se-me em opróbrio.

  12. 12

    Tomei por vestido um saco, e fui para eles objecto de escárnio.

  13. 13

    Falam contra mim os que se sentam à porta (da cidade), e escarnecem-me os que bebem vinho.

  14. 14

    Porém, ó Senhor, a minha oração eleva-se a ti no tempo da graça, ó Deus; ouve-me segundo a tua grande bondade, segundo o teu auxílio fiel.

  15. 15

    Tira-me do lodo, para que não seja submergido, livra-me daqueles que me odeiam e da profundidade das águas (da tribulação).

  16. 16

    Não me afoguem as ondas das águas, nem me observa o abismo, nem a boca do poço (de tantas misérias) se feche sobre mim.

  17. 17

    Ouve-me, Senhor, porque é benigna a tua graça; segundo a multidão das tuas comiserações olha para mim,

  18. 18

    não escondas o teu rosto do teu servo; ouve-me prontamente, porque estou angustiado.

  19. 19

    Aproxima-te da minha alma, resgata-a; por causa dos meus inimigos, livra-me.

  20. 20

    Tu conheces o meu opróbrio, a minha confusão e a minha vergonha; à tua vista estão todos os que me afligem.

  21. 21

    O opróbrio despedaçou o meu coração e desfaleci; esperei que alguém se condoesse de mim, e não houve ninguém; esperei que alguém me consolasse, e não achei.

  22. 22

    Misturaram fel na minha comida, e na minha sede apresentaram-me vinagre.

  23. 23

    (Em castigo) torne-se a sua mesa um laço para eles, e uma rede para os seus amigos. (ver nota)

  24. 24

    Obscureçam-se os seus olhos para que não vejam; e faz que os seus flancos vacilem sempre.

  25. 25

    Derrama sobre eles a tua indignação e o furor da tua cólera os alcance.

  26. 26

    Devastada seja a sua morada; e não haja quem habite nas suas tendas.

  27. 27

    Porquanto perseguiram aquele que tu feriste, e agravaram a dor daquele que vulneraste.

  28. 28

    Acrescenta culpas às suas culpas, e não sejam proclamados justos diante de ti.

  29. 29

    Sejam riscados do livro dos viventes, e não sejam inscritos com os justos.

  30. 30

    Quanto a mim, sou mísero e cheio de dores; protege-me, ó Deus, com teu auxílio.

  31. 31

    Glorificarei o nome de Deus com cânticos, e proclamá-lo-ei com uma acção de graças.

  32. 32

    E isto agradará a Deus mais do que um touro, mais do um novilho (já crescido) com chifres e unhas.

  33. 33

    Vede, ó humildes, e alegrai-vos, e reanimai o vosso coração, vós que buscais a Deus.

  34. 34

    Porque o Senhor ouve os pobres e não despreza os que por amor dele estão em cadeias.

  35. 35

    Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move.

  36. 36

    Com efeito, Deus salvará Sião e edificará as cidades de Judá: morarão ali e possuirão.

  37. 37

    A descendência de seus (fiéis) servos a receberá em herança; os que amam o seu nome habitarão nela.