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Salmos 30

25 versículos

  1. 1

    Ao mestre do coro. Salmo. De Davide.

  2. 2

    A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça!

  3. 3

    Inclina para mim o teu ouvido, acode prontamente a livrar-me. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma cidadela fortificada, para me pores a salvo.

  4. 4

    Tu és a minha rocha e a minha cidadela, e por causa do teu nome me conduzirás e me guiarás.

  5. 5

    Tu me tirarás do laço, que me armaram escondidamente, porque tu és o meu refúgio.

  6. 6

    Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel.

  7. 7

    Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, é no Senhor que confio.

  8. 8

    Regozijar-me-ei e alegrar-me-ei da tua misericórdia, porque olhaste para a minha miséria, socorreste a minha alma nas angústias,

  9. 9

    não me entregaste nas mãos do inimigo, antes puseste os meus pés em lugar espaçoso.

  10. 10

    Tem piedade de mim, Senhor, porque estou em angústias: definham de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.

  11. 11

    Sim, a minha vida vai-se consumindo na dor, os meus anos em gemidos. Debilitou-se a minha força na aflição, os meus ossos consumiram-se.

  12. 12

    Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim.

  13. 13

    Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado.

  14. 14

    Porque ouvi os assobios de muitos, o terror me rodeia! Concertando-se contra mim, resolveram tirar-me a vida.

  15. 15

    Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus.

  16. 16

    Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.

  17. 17

    Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia.

  18. 18

    Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei; sejam confundidos os ímpios, sejam reduzidos ao silêncio, lançados no abismo.

  19. 19

    Tornem-se mudos os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com soberba e com desprezo,

  20. 20

    Quão grande é, Senhor, a tua bondade, que tens reservada para os que te temem, que concedes aos que se refugiam em ti, à vista dos homens!

  21. 21

    Sob a protecção do teu rosto os defendes das conjuras dos homens, oculta-los no tabernáculo contra as altercações das línguas.

  22. 22

    Bendito seja o Senhor, porque maravilhosamente me mostrou a sua misericórdia na cidade fortificada.

  23. 23

    Eu disse na minha ansiedade: "Fui expulso da tua presença." Tu, porém, ouviste a voz da minha,oração, quando a ti clamava.

  24. 24

    Amai o Senhor, vós todos os seus santos! o Senhor guarda os que são fiéis, mas dá abundantemente a paga merecida aos que procedem com soberba.

  25. 25

    Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.