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Salmos 108

31 versículos

  1. 1

    Ao mestre do coro. De Davide, Salmo. Ó Deus, meu louvor, não te cales,

  2. 2

    porque abriram contra mim uma boca ímpia e enganadora. Falaram-me com língua aleivosa,

  3. 3

    com palavras de ódio me cercaram, e sem causa me fizeram guerra.

  4. 4

    Em paga do meu amor, acusavam-me; eu porém orava.

  5. 5

    Deram-me males em troca de bens, ódio em troca do amor que eu lhes tinha.

  6. 6

    Suscita um ímpio contra ele, e esteja um acusador à sua direita.

  7. 7

    Quando for julgado, seja condenado, e seja vã a sua súplica.

  8. 8

    Sejam abreviados os seus dias, e ocupe outro o seu posto.

  9. 9

    Fiquem seus filhos órfãos, e sua esposa viúva.

  10. 10

    Andem vagabundos dum lugar para o outro os seus filhos e mendiguem, e sejam lançados fora das suas habitações devastadas.

  11. 11

    O usurário dê caça a todos os seus bens, e os estranhos roubem o fruto do seu trabalho.

  12. 12

    Ninguém tenha compaixão dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.

  13. 13

    Seja exterminada toda a sua posteridade: na segunda geração fique apagado o seu nome.

  14. 14

    Reviva a lembrança da culpa de seus pais na presença do Senhor, e o pecado de sua mãe não seja apagado:

  15. 15

    estejam sempre (os seus crimes) diante do Senhor, e extirpe da terra a sua memória,

  16. 16

    porque não pensou em usar de misericórdia, mas perseguiu o homem miserável e mendigo, o homem aflito do coração, para lhe dar a morte.

  17. 17

    Amou a maldição: venha ela sobre ele; não quis a bênção; afaste-se ela dele.

  18. 18

    Vista-se de maldição como de um vestido: penetre como água nas suas entranhas, e como azeite nos seus ossos.

  19. 19

    Seja para ele como o vestido com que se cobre, e como a cinta com que sempre se cinge.

  20. 20

    Seja esta a paga do Senhor àqueles que me acusam, e aos que dizem males contra a minha alma.

  21. 21

    E tu, Senhor, Deus, sê comigo por amor do teu nome; porque é benigna a tua misericórdia, salva-me,

  22. 22

    pois sou miserável e pobre, e o meu coração está ferido dentro de mim.

  23. 23

    Desapareço como a sombra que vai caindo, e sou sacudido (para longe) como um gafanhoto,

  24. 24

    Os meus joelhos vacilam com o jejum, e a minha carne definha com a magreza.

  25. 25

    Tornei-me para eles um objecto de opróbrio; ao verem-me, abanam a cabeça (insultando-me).

  26. 26

    Socorre-me, Senhor Deus meu; salva-me segundo a tua misericórdia,

  27. 27

    E saibam que isto é obra da tua mão, que foste tu, Senhor, que fizeste isto.

  28. 28

    Amaldiçoem eles (muito embora) mas abençoes tu; confundidos sejam os que se levantam contra mim, e entretanto o teu servo se alegrará.

  29. 29

    Sejam cobertos de ignomínia os meus acusadores, e envolvidos na sua confusão como num manto.

  30. 30

    Exaltarei altamente o Senhor com a minha boca no meio de muitos cantarei os seus louvores,

  31. 31

    porque se pôs à direita do pobre, para o pôr a salvo dos juizes (iníquos),