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Eclesiástico 40

30 versículos

  1. 1

    Grande preocupação foi imposta a todos os homens, pesado jugo carrega sobre os filhos de Adão, desde o dia em que eles saem do ventre de sua mãe, até ao da sua sepultura (em que eles entram) no seio da mãe comum de todos;

  2. 2

    Os seus pensamentos, os temores do coração, a apreensão do que esperam e o dia em que tudo acaba, (perturbam-nos a todos),

  3. 3

    desde o que está sentado sobre um trono de glória, até àquele que jaz abatido na terra e na cinza;

  4. 4

    desde aquele que está vestido de purpura e traz coroa, até ao que se cobre de pano grosseiro. Furor, inveja, inquietação, perplexidade, temor da morte, rancor obstinado e contendas (tudo isto faz sofrer o homem).

  5. 5

    Até no tempo em que repousa na cama, o sono da noite lhe perturba as ideias.

  6. 6

    Breve ou quase nenhum é o seu repouso, e ainda no seu mesmo sono, como sentinela que está de guarda,

  7. 7

    é perturbado pelas visões do seu coração, como quem foge no dia da batalha; quando se imagina salvo, desperta, e admira-se do seu vão temor.

  8. 8

    Isto acontece a todos os viventes, desde os homens até aos animais, mas para os pecadores é sete vezes pior.

  9. 9

    Além disso, a morte, o sangue, as contendas, a espada, as opressões, a fome a ruína e os (outros) flagelos,

  10. 10

    tudo isto foi criado para os maus. e por causa deles (é que também) veio o dilúvio.

  11. 11

    Tudo o que é da terra, tornar-se-á em terra, como todas as águas voltam ao mar.

  12. 12

    Toda a dádiva (oferecida para corromper) e toda a (riqueza adquirida com) iniquidade perecerão, porém a rectidão subsistirá eternamente.

  13. 13

    As riquezas dos injustos secar-se-ão como uma torrente, e farão muito estrondo como um grande trovão quando chove.

  14. 14

    Alegrar-se-á o homem, ao abrir as suas mãos; porém os prevaricadores serão completamente consumidos.

  15. 15

    Os descendentes dos ímpios não multiplicarão os ramos: são como raízes viciadas que se agitam no alto dum rochedo.

  16. 16

    A verdura que cresce sobre as águas, à borda dum rio, será arrancada antes de toda a outra erva.

  17. 17

    A bondade é como um paraíso de bênçãos, e a misericórdia permanece para sempre.

  18. 18

    A vida do operário que se basta a si próprio será doce; acharás nela um tesouro.

  19. 19

    Os filhos e a fundação duma cidade dão fama duradoira, mas será preferida a tudo isto uma mulher irrepreensível.

  20. 20

    O vinho e a música alegram o coração, mas o amor da sabedoria excede ambas estas coisas.

  21. 21

    A flauta e a harpa produzem uma suave melodia, mas a língua doce sobrepuja ambas estas coisas. A graça e a beleza deleitam a tua vista, mas a verdura dos campos leva vantagem a ambas estas coisas.

  22. 23

    O amigo e o companheiro auxiliam-se mutuamente na ocasião (própria), mas, mais do que estes dois, a mulher e o marido.

  23. 24

    Os irmãos são um auxílio no tempo da tribulação; porém a misericórdia livrará mais do que eles.

  24. 25

    O ouro e a prata são a firmeza dos pés; mas um bom conselho excede ambas estas coisas.

  25. 26

    As riquezas e a força exaltam o coração; mas o temor do Senhor avantaja-se a estas duas coisas. Nada falta ao que tem o temor do Senhor, e com ele não há necessidade de outro auxílio.

  26. 28

    O temor do Senhor é como um paraíso bem-dito; acha-se revestido duma glória superior a toda a glória.

  27. 29

    Filho, não leves vida de mendicante, porque é melhor morrer do que mendigar.

  28. 30

    A vida do homem, que se atém à mesa alheia, não é realmente vida, porque se alimenta com manjares dos outros.

  29. 31

    Mas o varão bem educado e instruído se guardará disto.

  30. 32

    Na boca do insensato será doce a mendicidade, mas em seu ventre arderá como fogo.