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Judite 9

19 versículos

Capítulos de Judite
  1. 1

    Depois que eles se retiraram, entrou Judit no seu oratório, pôs o seu cilício, lançou cinza sobre a sua cabeça e, prostrando-se diante do Senhor, fez esta oração:

  2. 2

    Senhor Deus de meu pai Simeão, que lhe deste a espada para se vingar dos estrangeiros que, arrastados pela paixão, violaram e ultrajaram com afronta o pudor de uma virgem,

  3. 3

    que abandonaste as mulheres deles à presa, as filhas ao cativeiro, e todos os seus despojos em partilha aos teus servos, que se abrasaram em teu zelo, socorre, te peço, ó Senhor meu Deus, esta viúva.

  4. 4

    Tu operaste as maravilhas dos tempos antigos, determinaste que umas sucedessem a outras, e fez-se (sempre) o que quiseste.

  5. 5

    Todos os teus caminhos estão preparados, e fundaste os teus juízos na tua providência.

  6. 6

    Lança agora os olhos sobre o acampamento dos Assírios, como noutro tempo te dignaste lançá-lo sobre o acampamento dos Egípcios, quando, armados, corriam atrás dos teus servos, fiando-se nos seus carros, na sua cavalaria e na multidão dos soldados.

  7. 7

    Bastou um olhar teu sobre o seu acampamento, e as trevas lhes tiraram as forças.

  8. 8

    O abismo reteve os seus passos, e as águas os cobriram.

  9. 9

    Assim pereçam também, Senhor, estes que confiam na sua multidão, que se gloriam dos seus carros, dardos, escudos, frechas e lanças,

  10. 10

    e que não sabem que tu és o nosso Deus, que desde os tempos antigos desbaratas os exércitos, e que o teu nome é o Senhor.

  11. 11

    Levanta o teu braço, como outrora fizeste, e, com a tua força, quebra a sua fortaleza; diante da tua ira caia a força destes que prometeram a si próprios violar o teu Santuário, profanar o tabernáculo do teu nome e derrubar com a espada a majestade do teu altar.

  12. 12

    Faz, Senhor, que a soberba deste homem seja cortada com a sua própria espada;

  13. 13

    seja ele preso ao laço dos seus olhos, fixos sobre mim; fere-o com as doces palavras dos meus lábios.

  14. 14

    Dá firmeza ao meu coração para eu o desprezar, e fortaleza para o perder.

  15. 15

    Ganhará o teu nome uma glória memorável, se a mão de uma mulher o derrubar.

  16. 16

    O teu poder, Senhor, não está na multidão, nem tu te comprazes na força dos cavalos; nunca te agradaram os soberbos, mas sempre te agradou a súplica dos humildes e dos mansos.

  17. 17

    Deus dos céus, Criador das águas e Senhor de todas as criaturas, ouve esta miserável, que te suplica e que espera tudo da tua misericórdia.

  18. 18

    Lembra-te, Senhor, da tua aliança, põe tu as palavras na minha boca, fortifica a resolução do meu coração, para que a tua casa permaneça sempre santificada

  19. 19

    e para que todas as nações conheçam que tu és Deus e que não há outro senão tu.